quarta-feira, 12 de março de 2014

O Fim do regime Militar

Movimento Diretas Já
    A falta de concorrência, os baixos salários e a falta de produtos causaram uma grave crise no bloco socialista. A partir dai no Brasil, no ano de 1979, os militares deram uma “brecha” ao processo de redemocratização, ou seja, abriram portas para o estado novo. Foi quando artistas e civis saíram nas ruas participando do movimento diretas já. Os militares saíram do poder “do mesmo modo que entraram”: tranquilos como se nada estivesse acontecendo.Os militares só não continuaram com a ditadura porque o circo estava se fechando para a URSS, já dava ares de que o capitalismo iria dominar e que já não havia mais como as pessoas mudarem isso.

    A
credito que o governo brasileiro poderia ter feito muito mais em relação aos militantes que foram mortos e (muitos) estão desaparecidos até hoje; poderiam investigar mais a fundo, pressionar os militares torturadores, investigar arquivos da época... Mas eles preferiram o silencio ... e depois de 40 anos o assunto ainda não é incorporado com mais intensidade em sala de aula...


terça-feira, 11 de março de 2014

Por crase ou não por crase? Eis a questão...

   Hoje o papo é sério. Simples e fácil (ou não) porém sério. A Crase sempre foi pedra no sapato tanto pra mim, quanto para os meus amigos vestibulandos e eu sempre tive um pouco de fixação nela, portanto, ai vão algumas dicas sobre o uso do maravilhoso acento grave que a gente nunca sabe usar.

   Crase é a junção da preposição "a" com o artigo definido "a(s)", ou ainda, da preposição "a" com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo ou o pronome relativo a qual (as quais). Ok, isso todo mundo já sabe, mas a questão é: quando se usa a crase? Bom, existem um monte de regrinhas que você pode decorar, mas tem um jeito que, particularmente, eu acho mais fácil. Eu sempre usei ele pra decidir se ponho crase ou não e até agora tem dado certo haha.

   A dica mais simples e substituir o substantivo feminino por um masculino. Se ao empregar o substantivo masculino a preposição virar "ao" vai crase, se não se encaixar ou no lugar da crase só se encaixar o artigo "o", ai não vai crase. Exemplo: Fui à farmácia.  Se você trocar por um substantivo masculino, como, Fui ao supermercado, se pede o uso da preposição "ao"; logo, vai crase na oração.

   É sempre bom lembrar que é obrigatório o uso da crase em expressões que indicam horas ou nas locuções: à medida que, às vezes, à noite, etc. E na expressão à moda. Exemplos: Sairei às duas horas da tarde; À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil; Quero uma pizza à moda italiana.

   Também é importante saber que NÃO se usa crase: antes de palavras masculinas, antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidades que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas.

   Deve-se lembrar também que, uma forma de você saber quando usar a crase ou não é ler bastante. Nos livros você sempre vai ver quando é utilizada ou não a crase, com o tempo você meio que acostuma. 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Movimentos artísticos durante os anos de chumbo

    Como a repressão era muito grande, muitos artistas, músicos e escritores foram obrigados a deixar seu oficio. Através da musica, alguns artistas como Caetano veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Raul Seixas entre outros; protestavam contra o regime militar... como exemplo temos a música metro linha 743 - Raul seixas.

Metro linha 743

Raul seixas


Ele ia andando pela rua meio apressado
Ele sabia que tava sendo vigiado
Cheguei para ele e disse: Ei amigo, você pode me ceder um cigarro?
Ele disse: Eu dou, mas vá fumar lá do outro lado
Dois homens fumando juntos pode ser muito arriscado!!
Disse: O prato mais caro do melhor banquete é
O que se come cabeça de gente
Que pensa e os canibais de cabeça descobrem aqueles que pensam












Porque quem pensa, pensa melhor parado!
Desculpe minha pressa, fingindo atrasado
Trabalho em cartório mas sou escritor,
Perdi minha pena nem sei qual foi o mês
Metrô linha 743!!

O homem apressado me deixou e saiu voando
Aí eu me encostei num poste e fiquei fumando
Três outros chegaram com pistolas na mão,
Um gritou: Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos cornos
Eu disse: Claro, pois não, mas o que é que eu fiz?
Se é documento eu tenho aqui...
Outro disse: Não interessa, pouco importa, fique aí!
Eu quero saber o que você estava pensando
Eu avalio o preço me baseando no nível mental
Que você anda por aí usando
E aí eu lhe digo o preço que sua cabeça agora está custando
Minha cabeça caída, solta no chão
Eu vi meu corpo sem ela pela primeira e última vez
Metrô linha 743

Jogaram minha cabeça oca no lixo da cozinha
Eu era agora um cérebro, um cérebro vivo à vinagrete
Meu cérebro logo pensou: que seja, mas nunca fui tiéte
Fui posto à mesa com mais dois
E eram três pratos raros, e foi o maitre que pôs
Senti horror ao ser comido com desejo por um senhor alinhado
Meu último pedaço, antes de ser engolido ainda pensou grilado:
Quem será este desgraçado dono desta zorra toda?
Já ta tudo armado, o jogo dos caçadores canibais
Mas o negócio é que da muito bandeira
da bandeira demais meu Deus
Cuidado brother, cuidado sábio senhor
É um conselho sério prá vocês
Eu morri e nem sei mesmo qual foi aquele mês
Metrô linha 743!!



Análise

“Metro linha 743” -para esconder as mortes cometidas pelos militares, os jornais eram enchidos de noticias de obras de novas linhas de metro.

“Cheguei para ele e disse: Ei amigo, você pode me ceder um cigarro?
Ele disse: Eu dou, mas vá fumar lá do outro lado” – a população unida demonstrava uma ameaça para a ditadura.

“Disse: O prato mais caro do melhor banquete é
O que se come cabeça de gente
Que pensa e os canibais de cabeça descobrem aqueles que pensam
Porque quem pensa, pensa melhor parado!”- referia- se a burguesia que financiava a ditadura e quem estivesse parado provavelmente estaria pensando em uma maneira de acabar com a ditadura.

“Desculpe minha pressa, fingindo atrasado
Trabalho em cartório mas sou escritor,
Perdi minha pena nem sei qual foi o mês” – muitos escritores e cantores foram reprimidos, “perdi minha pena” significa que ele não pode mais seguir o seu oficio e fazia tanto tempo que ele nem se lembrava mais.


“Eu disse: Claro, pois não, mas o que é que eu fiz?
Se é documento eu tenho aqui...
Outro disse: Não interessa, pouco importa, fique aí!” – a ditadura não deixava você se defender.

“que seja, mas nunca fui tiéte” – ele nunca foi fã do regime (que seja,) porém ele não foi aliado do regime.