terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Unesp divulga lista dos convocados para a 2ª Fase do Vestibular 2014

   Hoje, dia 3 de Dezembro ás 15 hs, a Unesp divulga a lista dos convocados e o local  da prova da segunda fase do Vestibular 2014. O resultado estará disponível no site da Vunesp. A prova da primeira fase foi aplicada no dia 17 de Novembro, e era composta por 90 questões de conhecimentos gerais.

   Nesta terça os vestibulandos receberão o famoso resultado, quem passou ou não para a segunda fase, portanto, muitos de nós estamos com o coração nas mãos. Para piorar a situação, o Vestibular 2014 bateu recorde de inscrições, ou seja, têm muito mais gente concorrendo às vagas.

   Para os que tiverem o nome na lista dos convocados, as provas da segunda fase ocorrem nos dias 15 e 16 de Dezembro; Para aqueles que, infelizmente, não conseguirem a convocação, fica para o ano que vem. Mas pensem positivo, da prova da Unesp todo mundo que prestou o vestibular comigo saiu vivo, já da prova da Fuvest o pessoal saiu desolado. Portanto, foco, força, fé, macumba, mandinga e disposição pra estudar, porque vida de vestibulando não é fácil!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Resumo e análise do livro: A Cidade e as Serras - Eça de Quierós

Personagens:


Jacinto – O protagonista, é chamado pelo narrador de Príncipe da Grã-Ventura, nasceu e foi criado em Paris, é filho de uma família de Fidalgos Portugueses. Odeia a vida no campo, mas acaba mudando de ideia quando vai a Portugal promover o transporte dos ossos dos avós .

Joaninha – Prima de Zé Fernandes, camponesa portuguesa saudável e rústica. Moça simples e boa, nascida na serra. E Jacinto se casa com ela.

José Fernandes – Narrador-personagem, amigo de Jacinto desde os tempos de estudante, quando os dois moravam em Paris. É um homem rústico nascido na serra, não se deixa contaminar pelas idéias do amigo, mas aproveita-se do luxo e do conforto cultivados por ele.

Cintinho – Pai de Jacinto, homem de saúde frágil e temperamento sombrio.

Grilo – O mais antigo criado de Jacinto, negro que desde a infância acompanha o patrão. Havia sido levado a Paris por dom Galião. Aceita todas as decisões do patrão sem reclamar. Simples e ignorante, mas sempre consegue definir os estados de alma de Jacinto.

Jacinto Gailão – Também chamado dom Galião. Avô de Jacinto.

Tia Vicencia - tia de José Fernandes, é uma senhora simples, boa e religiosa. Sua excelência na cozinha não agrada só o sobrinho mas também Jacinto.

Enredo:

Em “A Cidade e as Serras”, a cidade é a capital francesa, Paris, e as serras são Tormes, no interior de Portugal. O nosso Narrador- personagem José Fernandes, amigo de Jacinto, percebe - e nos conta - que Jacinto vai se decepcionando com a superficialidade das pessoas, com o barulho da cidade, com a tecnologia que sempre o deixa na mão. Vale lembrar, que o nosso protagonista vive em Paris, em sua mansão na Avenida Campos Elísios (Les Champs Elysées), número 202, em que a todo tipo de modernidade e luxo. Grilo, o criado fiel de Jacinto, conta ao nosso narrador que o mal de seu patrão "era fartura", e em um conflito existencial Jacinto começa a achar que Paris era uma ilusão.
  Um dia Jacinto decide mudar para sua propriedade rural, localizada em Tomers, onde seus avós estavam enterrados, e Jacinto afirma que entrará nas serras o "202", todavia, as coisas não deram certo, as malas da viagem ficaram perdidas e os dois viajantes a pé para atravessar a serra e como ninguém da casa sabia da chegada dos amigos, não havia conforto, pois nada estava preparado para recepcioná-los. Sem saber viver sem conforto, nosso protagonista, irritado,  afirma que iria a Lisboa, mas Melchior, caseiro da casa, arranjou-lhe comida simples, quanto a louça não era nada de cristal ou porcelana... "Diante do louro frango assado no espeto e da salada (...) a que apetecera na horta, agora temperada com um azeite da serra digno dos lábios de Platão, terminou por bradar: 'É divino'."
  Jacinto muda-se para o campo, passa a cuidar do humildes, procura trazer a "civilização" ao interior de Portugal, em uma das festas promovidas no interior, percebemos o quão é o atraso e a ignorância dos camponeses que ali viviam. Em uma das visitas a família do amigo, conhece Joaninha, uma camponesa tipica, casa-se com ela e tem dois filhos...
"E na verdade me parecia que, por aqueles caminhos, através da natureza campestre e mansa - o meu Príncipe (..), a minha prima Joaninha (...) e eu (...), tão longe de amarguradas ilusões e de falsas delícias (...), seguramente subíamos para o Castelo da Grã-Ventura."

domingo, 8 de setembro de 2013

Resenha: O Cortiço

    

    E o livro da vez é O Cortiço. A obra está na lista do vestibular Fuvest e Unicamp, então eu tive que ler e agora vou resenhar ele pra vocês.
   De autoria de Aluísio de Azevedo, O Cortiço conta a história de um cortiço carioca. Se para por aí a sinopse que eu posso fazer do livro? Sim para. A obra pertence ao Naturalismo, ou seja, todas as pessoas são retratadas como bichos da selva, muitas vezes comparadas a eles de forma totalmente escancarada e até o fim do livro não existirá um só personagem que você goste ou respeite.

   Eu passei as duas piores semanas da minha vida lendo esse livro, sério, eu achei que tinha sofrido lendo Capitães da Areia, mas O Cortiço ganha disparado do primeiro. A maneira como tudo é retratado sabe? As pessoas transam pelos motivos mais banais, nos lugares mais inapropriados. Praticamente todo mundo é egoísta e nojento, e até mesmo aquele personagem que você bota fé que via se safar, vá lá e faz merda, quer dizer, o livro é ruim mesmo.

   O Cortiço conseguiu despertar em mim um sentimento bem pior que Capitães da Areia, porque com Jorge Amado, eu não gosto da escrita, mas acho que ele escreve bem e reconheço a importância social que a obra tem, mas com O Cortiço nem isso eu posso dizer, porque eu simplesmente não vejo serventia pra existência desse livro. Tudo bem, eu sei que ele faz parte do Naturalismo e tudo o mais, mas ainda assim não consigo sabe? Não me passa na garganta.

   Se isso fosse um Scoob o livro não ganharia nenhuma estrela, e sério, a todos vocês, só existem dois motivos para que você leia esse livro: Primeiro, se você for prestar USP e Unicamp, você terá de ler, pobre de você. Segundo, se você quer conhecer obras do Naturalismo. Se o seu caso não é nenhum desse dois, faça um favor a si mesmo e não leia.

   Eu não consigo nem falar dos personagens, mas vou tentar ta? Tem o João Romão (dono do cortiço), tem a Bertoleza (amante do João Romão), Rita Baiana, tem a Pombinha (essa eu gostava no começo porém me decepcionou), tem o Jerônimo (um português) e o Miranda (um português que mora no sobrado ao lado do cortiço). Obviamente existem mais personagens, mas esses são os que mais aparecem na história e os que eu me lembro de cor.

   A linguagem do livro é monótona, é preconceituosa, todo mundo é tratado como bicho que vieram no mundo só pra procriar, é um desrespeito total ao ser humano, à mulher, ao negro, enfim, a qualquer brasileiro em suma.

   Num aspecto geral, não recomendo. Pra você vestibulando, leia, boa sorte, estou rezando por você!